Cuiabá, 11 de Julho de 2020

Notícias - Saúde

Brasil firma acordo para produzir vacina contra COVID-19

Por: Pela Redação
Fonte: minhavida.com.br

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Parceria do governo brasileiro com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, ambiciona produzir 30,4 milhões de doses entre dezembro e janeiro.

O Ministério da Saúde anunciou, no último sábado (27), que firmará uma parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, para a produção de uma vacina contra o coronavírus. De acordo com declarações oficiais, o Brasil estaria se preparando para produzir até 100 milhões de doses para imunização contra a COVID-19.

 Por enquanto, a vacina de Oxford é uma das mais avançadas em pesquisa e está, atualmente, na etapa de testes clínicos. A segurança do imunizante já foi parcialmente verificada em animais e grupos pequenos de humanos, necessitando agora ter sua eficácia comprovada em grupos maiores.

Produção da vacina no Brasil

No Brasil, a tecnologia será desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A primeira etapa, que visa o produção de 30,4 milhões de doses entre dezembro e janeiro, assume os riscos de pesquisa. Isso significa que, mesmo sem os resultados finais dos ensaios clínicos, a tecnologia será paga - com a transferência dos equipamentos e custo do processo produtivo para a Fiocruz.

A expectativa dos especialistas é que a comprovação da eficiência da vacina saia entre outubro e novembro deste ano. Dessa forma, as mais de 30 milhões de doses da vacina elaboradas em solo brasileiro poderiam ser liberadas já no começo de 2021.

Caso essa comprovação aconteça dentro do esperado, serão acrescentadas mais 70 milhões de doses produzidas no Brasil, com valor estimado em US$ 2,30 por dose (cerca de R$ 12,50). Assim, a iniciativa garante que o produto esteja à disposição da população e ainda dá autonomia ao Brasil na produção.

As primeiras doses disponibilizadas devem priorizar os públicos mais vulneráveis e expostos ao vírus, entre eles: idosos; pessoas com comorbidades; profissionais de saúde; professores; profissionais de segurança; indígenas; motoristas de transporte público; e pessoas privadas de liberdade.

Vacina de Oxford contra a COVID-19

A vacina criada em Oxford é feita com um fragmento de proteína do vírus SARS-CoV-2, junto com outro vírus (adenovírus) que, além de ser inócuo ao humano, é inativado. Dessa forma, quando são injetados no organismo, eles provocam uma resposta do sistema imunológico que causa a produção de anticorpos contra essa proteína, imunizando o indivíduo.

Parte da velocidade no desenvolvimento desta vacina se encontra no fato de ser a adaptação de outra pesquisa, de 2018, que já avançava em suas etapas de aprovação. Inicialmente, ela seria usada contra o vírus MERS, responsável por casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2012, no Oriente Médio.

Como o SARS-CoV-2 e o MERS são tipos de coronavírus, as semelhanças entre os dois agentes patogênicos permitiram a adequação da vacina, associada aos conhecimentos avançados que a equipe científica vinha adquirindo sobre a biologia desse grupo viral.

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Redação Minha Vida