Cuiabá, 18 de Setembro de 2019

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Beijo funciona como vacina: cria imunidade

Por: Dimas Antônio
Fonte: Por Andréa Fassina, da redação do SóNotíciaBoa

Foto: wikimediacommons

Beijo funciona como vacina: cria imunidade

Por Andréa Fassina, da redação do SóNotíciaBoa

O beijo na boca é mais que gostoso e uma forma de carinho, de amor… Ele pode funcionar como uma vacina sem agulha!

O contato bucal entre duas pessoas ajuda a criar imunidade para várias doenças, como mononucleose infecciosa, hepatite A, caxumba, sarampo e até a gripe.

É o que garante o estomatologista Silvio Boraks, cuja especialidade trata de problemas relacionados à boca, dos mais simples aos extremamente complexos.

“Quando beijam na boca, as pessoas entram em contato com micro-organismos estranhos ao seu organismo, o que provoca a formação de anticorpos. Claro, desde que estejam em bom estado de saúde, sem ferimentos na região e sejam imunocompetentes – ou seja, capazes de produzir respostas imunológicas a antígenos”, explicou Borak ao SóNotíciaBoa.
Motivos
Ele explica que a boca tem um sistema de proteção eficiente, afinal, é a porta de entrada ao organismo humano.
A saliva atua com predominância nesse sistema, através da mucina, proteína que dá viscosidade e protege a mucosa bucal; da ptialina, que inicia o processo de digestão; e das imunoglobulinas, elementos de defesa do organismo.
Herpes
No caso de sapinho e herpes é diferente.
O primeiro, um fungo natural do ser humano, já está presente na flora bucal de todos.
O segundo é um vírus que, em geral, se adquire ainda nos primeiros anos de vida e cerca de 85% a 90% da população mundial o possui de forma latente, ou seja, quase todo mundo é portador.
“Ambos só eclodem quando há uma baixa na imunidade, e não pelo contato físico”, conta o especialista.
O que não significa que sejam inofensivos. Em alguns casos, o vírus da herpes pode chegar até o cérebro se a doença não for tratada.
Já com relação ao sapinho, o problema é a desinformação.
“Há uma tendência em chamar toda manchinha branca na boca de sapinho, quando na realidade pode se tratar de uma leucoplasia, lesão esbranquiçada que precede o câncer e que também não tem nada a ver com beijo”, afirma o Dr. Silvio.
“No final das contas, pouco se sabe da boca”, diz ele, criticando a ideia de que saúde bucal é apenas “escova e pasta dental, dente e gengiva”.
História
Referência no campo no Brasil, Dr. Silvio ajudou a difundir a estomatologia no país no início dos anos 70 e fundou departamentos dedicados ao estudo da disciplina em diversas universidades e hospitais.
A estomatologia atende principalmente pessoas que se enquadram em três grandes grupos: as com doenças bucais propriamente ditas, aquelas que sofrem de problemas de saúde que causam reflexos na região e pacientes com males diversos que necessitam atenção odontológica especial, como diabéticos, cardíacos e os que passam por tratamentos com rádio ou quimioterapia, entre outros.
Então, o beijo na boca está liberado.
Já os cuidados que devem ser tomados no sexo oral, estes são outra história.